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Saturday, October 24, 2009

Eleições no PT ( PED 2009 )

  • Amigas e Amigos , Companheiras e Companheiros :


Como a maioria de vocês sabe no próximo dia 22 de NOVEMBRO de 2009 ( DOMINGO ), na sede do PT de São Caetano do Sul (Rua Espírito Santo nº 51 - Bairro Santo Antonio - SCSul -próximo do Posto de Saúde da Avenida Goiás) ; com início às 09h00 e término às 17h00 - estaremos realizando o P.E.D. (Processo de Eleições Diretas ) do PT , em níveis Nacional , Estadual e Municipal . Vocês sabem a luta árdua e corajosa que travamos para que o PT volte a ser um Partido de luta e de verdades , aqui na nossa cidade. Para que isso ocorra TODAS E TODOS os filiadas (os) exerçam seu sagrado e democrático direito de voto ( Somente para que os que possuam , no mínimo UM ANO de filiação partidária na data do evento ) e escolham a CHAPA ParTicipação Democrática nº 640 e o nosso novo Presidente o companheiro vereador Professor Edgar Nóbrega com o nº 540 ! Vamos mostrar a nossa força política e compromisso com o PT de e da VERDADE !

Eu, além de participar desta Chapa, também participo da Chapa Estadual da Corrente interna do PT , chamada PTLM ( Partido dos Trabalhadores de Lutas e de Massas ) , junto com diversos companheiros valorosos como Francisco Chagas , Zelão , Senival e Arselino Tatto(Vereadores pelo PT da Capital), Jorge Coelho (Ex-dirigente Químico de SP e atual Vice-Presidente Nacional do PT), Iduigues Martins (Presidente do Sindicato Nacional dos Papeleiros e atua Secretário Estadual de Núcleos de Base do PT Estadual SP), Jilmar Tatto (Deputado Federal PT-SP)), Ênio Tatto (Deputado Estadual PT-SP)entre centenad de lideranças do Estado de São Paulo. Peço o voto de TODAS(os) na Chapa Estadual nº 400 " Partido de Lutas e Massas Socialista e democrático ".


VOTE ASSIM em 22 de Novembro de 2009 :

Presidente Nacional : José Eduardo Martins Cardozo nº 140

Chapa Nacional : Mensagem ao Partido nº 240

Presidente Estadual : Edinho Silva nº 330

Chapa Estadual : PTLM nº 400

Presidente Municipal : Edgar Nóbrega nº 540

Chapa Municipal : ParTicipação Democrática nº 640

Até a Vitória !!!!!!!!!!!!!!







Thursday, July 30, 2009

Eleições nos Vidreiros de SP

Estou com meus velhos companheiros de luta , Rodolfo Morette e Raimundo Suzart, acompanhando as eleições sindicais dos Vidreiros de SP, com a Chapa da CUT, a CHAPA 1 !!!

Thursday, July 09, 2009

Sunday, June 07, 2009

Notícias recentes sobre a mobilização pela Campanha " O PETRÓLEO TEM QUE CONTINUAR A SER NOSSO !"

Enviado por Renato Simões

NOTÍCIAS BRASIL DE FATO – CAMPANHA “PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO”21 a 27 de maio de 2009. Edição 325 - de 21 a 27 de maio de 2009


1. CPI da Petrobras, nova ofensiva da direita NOS ÚLTIMOS DIAS, a sociedade brasileira foi surpreendida por uma enxurrada de notícias dando conta de que a direita estava se articulando no Congresso para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras. Todo mundo ficou estupefato, a começar pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, e os senadores do Partido dos Trabalhadores (PT). Afinal, por obra e graça do presidente do Senado, José Sarney, o requerimento foi lido e a comissão, instalada. Aquele mesmo Sarney que prometera fidelidade total ao governo, em troca da presidência do Senado e da recondução de sua filha ao governo do Maranhão, através de um golpe sujo articulado no servil Judiciário. Mas lá está a filhinha governando e mantendo o poder da oligarquia nos últimos 40 anos.Afinal, há algum fato novo relacionado com a Petrobras? Não. Há alguma denúncia de corrupção grave? Não. Então por que expor a empresa ao vexame de uma CPI, que tudo pode?Caberia sim uma CPI da Petrobras lá nos idos do governo de FHC para investigar quem articulou a quebra do monopólio do petróleo, que entregou nossas reservas para exploração de diversas empresas transnacionais. Uma CPI para investigar quantos altos diretores da estatal mudaram de lado e se transformaram em funcionários dessas empresas. Investigar como a Agência Nacional do Petróleo (ANP) funcionava nos tempos em que o genro do presidente FHC presidia a agência. Investigar quantas falcatruas a empresa fez no Equador e na Bolívia, corrompendo funcionários dos governos direitistas daqueles países. Investigar por que 62% das ações da companhia foram vendidas na bolsa de Nova York a preço de banana, repetindo-se a mesma maracutaia da privatização da Companhia Vale do Rio Doce, em que patrimônios avaliados ao redor de 100 bilhões de dólares foram vendidos a 3 bilhões – recuperados já nos primeiros anos de altos lucros da empresa. Investigar por que a Petrobras fazia encomendas de plataformas e navios apenas no exterior. Investigar por que não houve nenhum concurso para novas contratações de trabalhadores na Petrobras durante os oito anos de FHC, enquanto se propagavam centenas de empresas terceirizadas, com trabalho precarizado, que tiveram como resultado salários médios mais baixos e a multiplicação de acidentes de trabalho.Agora, os mesmos tucanos que foram responsáveis pelas entregas da Embraer, da Vale, da Petrobras... têm a coragem de convocar uma CPI para investigar a gestão atual da empresa!Esperamos que pelo menos o governo federal, o PT e os senadores petistas tirem suas lições. Passaram seis anos adocicando a burguesia encrustada no poder Judiciário e no parlamento, entregaram a eles os ministérios com maior volume de recursos e obras, aceitaram a parceria para reconduzir Michel Temer e Sarney ao comando do Congresso e permitiram a transformação do poder Judiciário em um palanque da direita, contra os direitos sociais conquistados na constituinte.Esperamos que os membros da base do governo na CPI pelo menos coloquem em pauta a investigação dos responsáveis pelas falcatruas na Petrobras durante o governo FHC.A CPI da Petrobras é apenas uma das respostas que as elites estão dando, através de seus partidos, para garantir as reservas do pré-sal para suas empresas. Suas, porque estão totalmente subordinados aos interesses do capital estrangeiro, que mormente financia suas campanhas eleitorais. Que a derrota sirva como lição para que o governo federal saia do casulo e leve para a população brasileira o debate sobre o que fazer com as reservas do pré-sal. Ou vamos esperar que o jornalista Edison Lobão, ex- presidente da Arena, ex-assessor do general Geisel, ex-PDS, ex-PFL, ex-DEM, ex-tudo... e agora paladino do PMDB e ministro das Minas e Energia, vá propor mudanças nos marcos regulatórios do petróleo que beneficiem ao povo?É urgente que o tema do petróleo, do gás e das reservas do pré-sal sejam amplamente debatidos na sociedade. Os movimentos sociais, as centrais e os sindicatos dos petroleiros vão fazer a sua parte. (Leia reportagem na pág. 3 sobre a campanha “O petróleo tem que ser nosso”). Mas está na hora do governo federal dizer de que lado está.É preciso suspender imediatamente todos os leilões, tomar medidas que levem à reestatização do capital da Petrobras e implementar um amplo debate com toda a população e suas formas de organização sobre o destino das reservas do pré-sal, para que essa riqueza não sirva para enriquecer, de novo, meia dúzia de capitalistas, estrangeiros; mas sim para resolver os graves problemas do povo brasileiro, como desemprego, educação, moradia e acesso à terra. 2. CPI da Petrobras: desespero do PSDBPOLÍTICA Tucanos criam comissão para apurar supostas irregularidades na estatal com vistas no novo marco regulatório do petróleo Pedro Carranode Curitiba (PR) A PARTIR DE uma manobra de senadores tucanos, foi criada no dia 15 a CPI da Petrobras. O requerimento foi feito por Álvaro Dias (PSDB/PR) e pede que sejam investigadas denúncias de irregularidades fiscais que teriam proporcionado à estatal ganhos de R$ 4 bilhões.No entanto, de acordo com movimentos sociais, em especial o petroleiro, por trás da comissão está a intenção da oposição em dificultar ou impedir mudanças na legislação do setor do petróleo. Segundo João Antônio de Moraes, da direção nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a legislação atual permite que transnacionais operem no Brasil apropriando-se do petróleo do país. “Manter a Petrobras sob pressão, com exposição negativa namídia, faz parte da estratégia dos representantes das transnacionais para manter a lei atual, que o próprio presidente Lula já disse por diversas vezes que quer mudar, principalmente após as descobertas do pré-sal”, comenta.A tentativa do PSDB de aprovar a CPI aproveita um timing político: em breve, um grupo interministerial do governo federal deve apresentar uma proposta de novo marco regulatório para o setor, após as descobertas da camada pré-sal. As transnacionais, reunidas no Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), defendem que não se alterea legislação vigente. Entidades do movimento popular, reunidas em torno da campanha “O petróleo tem que sernosso”, entendem que mesmo a criação de uma nova estatal para a exploração das novas reservas (em tese, a proposta mais forte dentro do governo) ainda seria insuficiente, uma vez que existe a centralidade da Petrobras no processo de pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e exploração dos recursos. As organizações sociais fazem corode que a Petrobras é central no processo e deve ser novamente retornada como 100% pública, com a força de mobilizações. CentralidadeEmanuel Cancella, da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), acredita que não há, até o momento, pressão social para a proposta de uma nova estatal para as reservas de pré-sal. “A Petrobras surgiu no contexto de um movimento de massas nas ruas”, descreve. Dessa forma, a centralidade da exploração de petróleo e das novas reservas estaria na Petrobras. Daí, o por quê dos ataques que a empresa vem sofrendo por parte da elite e da mídia corporativa. As entidades denunciam que os veículos da Rede Globo já vinham promovendo uma campanha contra a estatal desde antes da criação da CPI.Ele explica que a estatal é vistoriada de diversas formas. A CPI, nesse contexto, não cumpre um papel prático. “Há duas semanas a Globo vem colocando a Petrobras como inadimplente. Na mesma época, o terceiro seminário da campanha ‘O Petróleo tem que ser nosso’ mostrou avanços. As transnacionais estão por trás dessas iniciativas do PSDB e da Globo, a Petrobras é um grande ícone. Entendo que são inimigos da companhia aqueles que tentarambarrar a sua criação, tentaram privatizá-la e agora tentam fragilizá-la”, avalia Cancella.De acordo com tese da FUP, as elites não têm projeto nacional. “Apesar do mundo reconhecer a importância das instituições do Estado contra a crise atual, a elite brasileira continua com sua pregação contra a ação do Estado na economia. Nossa elite é atrasada, preconceituosa e sem projeto. Daí o ataque visceral a esse importante instrumento de política pública contra os efeitos da crise mundial em nossa economia”, complementa Moraes. Diversas denúncias marcaram gestão FHCÉ possível arriscar que o feitiço se volte contra o feiticeiro e a investigação da CPI da Petrobras remeta a alguns anos atrás, quando o governo Fernando Henrique Cardoso buscou transformá-la em “Petrobrax”. A possibilidade é defendida pelo jornalista Luiz Carlos Azenha em seu blog : “O brasileiro se identifi ca com a Petrobras. Os inquisidores da empresa correm o risco de serem tachados de entreguistas, de prejudicarem a empresa e, portanto, a imagem do Brasil no Exterior”.Confira a seguir algumas informações levantadas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) sobre as denúncias que pairam sob a condução da Petrobras no governo FHC.• A Petrobras, sob a gestão do PSDB (1995-2002), aparelhou o Conselho de Administração da estatal e substituiu seis conselheiros por prepostos da iniciativa privada e de empresas internacionais de petróleo. O objetivo era demitir, reduzir investimentos e demonstrar que a Petrobras não tinha competência para administrar o monopólio da União.• Francisco Gros, presidente do período FHC, disse logo após a posse que a Petrobras passaria de estatal a empresa privada de capital internacional.• O movimento sindical foi reprimido duramente durante a greve de 1995, quando o Exército foi enviado para invadir refinarias e retirar os petroleiros. TST impôs multas exorbitantes aos sindicatos.• FHC dividiu a Petrobras em 40 subsidiárias, para privatizá-las uma a uma.• Vendeu 36% das ações da Petrobras na Bolsa de Nova York por menos de 10% de seu valor real.• Aprovou a Lei 9.478/97, que contraria a Constituição e concede o petróleo – que deve ser da União – a quem o produz.• Mudou o nome da Petrobras para Petrobrax, para vendê-la melhor nos países de língua inglesa.• “Foi neste período, da dita ‘gestão competente’ do PSDB na Petrobras, que a imagem da empresa no Brasil e no exterior passou por seu pior momento: foi a época dos grandes acidentes da P-36, da Baía de Guanabara e do rio Iguaçu. Foi a época da Petrobrax”, avalia João Antônio de Moraes, da FUP.• Período de terceirização, precarização e acidentes de trabalho que permanece até hoje. Desde 1995, são 273 mortes, sendo 220 de pessoas ligadas a empresas prestadoras de serviços; em 2008, foram 15 os acidentes fatais 3. Novos rumos para a campanha “O petróleo tem que ser nosso”MOBILIZAÇÃO Nos dias 12 e 13, cerca de 90 militantes de diferentes organizações definiram linhas de ação e de unidadePedro Carranode Guararema (SP) A DESCOBERTA DE petróleo na camada pré-sal é a última fronteira de um recurso estratégico para a produção e reprodução do capitalismo hoje. As descobertas anunciam, no mínimo, 50 bilhões de barris de petróleo. Como disputar com a hegemonia do capital os recursos naturais? Como alertar a classe trabalhadora no seu conjunto sobre o tema? Como vertebrar uma campanha que vá além de categorias e setores isolados? Já não se trata da luta dos atingidos por barragens ou de algum setor do movimento petroleiro. O que está em jogo, para quem participou da 3ª Plenária da Campanha do Petróleo, em Guararema (SP), é formar um campo de luta popular, agregando o maior número de forças, em torno da meta: “O petróleo tem que ser nosso” (nome definido para dar unidade à campanha).Como repetir a ação militante da campanha contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), em 2002, que mobilizou cerca de 150 mil ativistas em todo o Brasil e resultou em 10 milhões de votos? As campanhas que vieram antes fornecem aprendizados, da histórica “O petróleo é nosso” até o baixo resultado numérico da campanha pela anulação do leilão da Vale. “Temos que fazer uma campanha de grandes proporções, com ampla mobilização de massas. Vai ser uma derrota se a campanha for pequena. Devemos fazer da campanha do petróleo algo capaz de alterar a correlação de forças neste país”, definiu Ricardo Gebrim, da Consulta Popular.A plenária aconteceu nos dias 12 e 13, na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema. O local foi apropriado para garantir mística e unidade das forças de esquerda em torno de um tema complexo, no qual jogam diferentes atores. Compareceram à convocatória cerca de 90 pessoas, de 17 estados, que atuam em mais de 30 organizações.ResoluçõesAs principais resoluções da 3ª Plenária passaram pela definição do nome (“O petróleo tem que ser nosso”) e da primeira ferramenta de lutas: um abaixo-assinado unitário que busca “assegurar a consolidação do monopólio estatal do petróleo, a reestatização da Petrobras e o fi m das concessões brasileiras de petróleo e gás, garantindo a destinação social dos recursos gerados”. A tarefa é atingir a marca de 1,3 milhão de assinaturas, para enviar um projeto de lei de iniciativa popular ao Congresso Nacional. O documento também será enviado ao presidente da República.No próximo período, a intenção é a construção de espaços – comitês e fóruns – estaduais em defesa do petróleo e do gás, que possibilitem a nacionalização e o enraizamento da campanha “O petróleo tem que ser nosso”. Com a avaliação do tamanho dos recursos e da sua importância geopolítica, as organizações movimentaram-se em torno dos temas de consenso para dar um salto de qualidade na campanha.João Antônio de Moraes, da direção nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP), explica que a campanha “O petróleo é nosso” deu-se em torno de consensos. “Havia um projeto de país, que não era o nosso , mas melhor do que veio depois. Essa luta criou a lei da Petrobras, o povo organizado levou ao monopólio estatal. Se a opção das forças populares fosse o ataque ao projeto do Getúlio Vargas e não a construção, não estaríamos onde estamos hoje”, conta.No centro do debateOutro ponto de consenso entre as organizações da campanha é a centralidade da Petrobras e a importância da retomada dessa empresa com total controle público. Ivan Pinheiro, secretário-geral do PCB, justifica a importância da Petrobras com base não apenas no caráter popular da sua criação, mas também pelo papel que ela desenvolve.“Apesar de transnacional no exterior, aqui é melhor ela estatal do que privada. Como achamos que vamos chegar ao socialismo, a empresa fornece uma base material importante para construí-lo. Uma questão fundamental aqui é que temos de ter o consenso se o povo compreender que a luta está ligada não à existência da Petrobras, mas sim a uma estatal a serviço dos problemas sociais: saúde, educação, saneamento. Unidade tem de ser com consenso”, avalia.Visão políticaSegundo Ricardo Gebrim, a campanha tem potencial de unir um amplo leque de setores. “Em 2002, havia uma meta que sintetizava todas as forças: ser contra a Alca. Possibilitou que fôssemos incorporando setores, quilombolas, indígenas etc. Quem era o dono da campanha? Não tinha dono. A forma de luta era o plebiscito. Converteu-se no nosso pretexto de agitação e propaganda. Esse pretexto fez com que conseguíssemos vasta agitação e propaganda e nos pautarmos todos em um determinado tema”, define.A principal razão da unidade é a força tarefa criada para mobilizar diferentes agrupamentos da classe trabalhadora em torno do debate. “Fizemos lutas com os funcionários da Eletrosul, com os trabalhadores das hidrelétricas, somos da mesma classe. A campanha vai exigir esforço de nós fazermos unidade, caso contrário seremos cobrados mais adiante, pelas futuras gerações”, defende Gilberto Cervinski, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).Linha política unitária da campanha1. Mudança na Lei do Petróleo, restabelecendo o monopólio estatal e o fi m dos atuais leilões;2. Interrupção da exportação do petróleo cru, com investimento na indústria petroquímica;3. Mensurar o tamanho da riqueza do pré-sal;4. Fundo social soberano de investimento voltado para as necessidades do povo brasileiro;5. As populações impactadas devem ser respeitadas;6. Redução do uso do petróleo e avanço nas pesquisas de nova matriz energética, limpa erenovável;7. Que a exploração, produção e transporte sejam realizados pela Petrobras 100% estatal;8. Apoio às campanhas contra privatizações, pela reestatização da Vale e da Embraer;9. Contra a criminalização dos movimentos sociais. 4. Qual é o tamanho das riquezas?Professor da USP defende a imediata mensuração da camada pré-salde Guararema (SP)O professor da USP e ex-Diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, denunciou na 3ª Plenária da Campanha do Petróleo, em Guararema (SP), que as reservas da camada pré-sal não estão quantificadas. Mesmo assim, essas riquezas vêm sendo exploradas por transnacionais e colocadas em leilão. Ao todo, foram feitos 16 furos, mas ainda não está investigado se fazem parte de uma mesma reserva ou são várias fragmentadas, na região estendida de Santa Catarina ao Espírito Santo. “A Exxon furou e encontrou petróleo também. É importante dizer o quanto temos, para as reservas não ficarem com quem enfiar o primeiro buraco”, explica Sauer.Para tanto, a Petrobras deve ser a empresa contratada pelo governo para prestar o serviço: “Para saber quanto tem e aonde está. Depois discutimos politicamente o quanto temos e o que vamos fazer com isso”, defende. A proposta transformou-se numa das bandeiras da campanha.“Nós já somos autossuficientes, não precisamos buscar petróleo a toque de caixa”, declarou Emanuel Cancella, da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). Ele defende o papel da Petrobras no processo em meio a uma conjuntura de ataques contra a empresa (veja matéria correlata ao lado). “A Petrobras passou 30 anos pesquisando a questão do pré-sal, um furo custou 250 milhões de dólares, quem iria correr esse risco?”, questiona.Matriz energéticaA campanha “O Petróleo tem que ser nosso” nasce carregada do debate sobre a mudança do hidrocarboneto como matriz energética. Uma das bandeiras da campanha é o uso dos recursos da camada pré-sal para o investimento em pesquisa de nova matriz energética. “A matriz energética calcada nos recursos fósseis causa impacto no planeta. Temos que discutir que tipo de desenvolvimento queremos exercer, que preserve a vida do planeta”, defende Anderson Mancuso, da Intersindical e do Sindicato dos Petroleiros do litoral paulista.Na leitura do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e da Assembleia Popular, a crítica deve ser focada no modelo e nos seus pilares centrais. A questão energética é exemplar. “Três questões são fundamentais hoje: petróleo, agrocombustíveis e hidreletricidade, que estão fora dos países centrais. Setenta por cento da energia consumida no mundo está nos países centrais. Sempre achávamos que a matriz era o problema central; mas não, é um dos problemas, o problema central é o modelo como um todo, energia para que e para quem?”, explana Gilberto Cervinski, do MAB. No Brasil, 665 grandes empresas consomem 30% da energia produzida.Delicada geopolíticaO jornalista Igor Fuser, autor do livro Petróleo e poder: O envolvimento militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, explica que, na geopolítica atual, a África é uma nova região produtora de petróleo, e a Rússia está se reerguendo e redefinindo o seu papel, a partir da estatização de petróleo e gás, pela estatal Gazprom.De acordo com dados apontados no debate, hoje somente 3% do petróleo mundial está nas mãos das sete irmãs (maiores transnacionais petroleiras), os grandes produtores hoje são estatais (65%). Uma redefinição de papéis. “Os Estados Unidos, até final da década de 1950, eram o maior explorador de petróleo do mundo. Hoje, 60% de petróleo estadunidense vem de fora. Por que se fala tanto do Oriente Médio? Dois terços do petróleo estão concentrados em sete ou oito países”, coloca Fuser.É consensual a análise de que o principal ator em cena na geopolítica atual é o Brasil. As organizações presentes na 3ª plenária construíram um quadro claro com os elementos: crise econômica e civilizatória, necessidade de expansão do imperialismo e escassez de reservas energéticas para sustentar esse modelo. O tempo está correndo para as elites. Hoje, os Estados Unidos possuem reserva de 29 bilhões de barris e gastam 10 bilhões por ano, aparte os dispêndios com a guerra, segundo dados da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet). (PC) 5. Os recursos energéticos e a base concreta da sociedadede Guararema (SP)Ildo Sauer, professor da USP e ex- Diretor de Gás e Energia da Petrobras, abordou durante o espaço de formação da 3ª plenária (dia 12) o conceito histórico e social da energia. A demanda e necessidade de energia estão diretamente relacionadas às formas de produção e reprodução da vida humana, o que tem resultado direto no número de habitantes vivendo sobre o planeta.Sauer resgatou a questão do controle energético na evolução dos povos. A revolução agrícola proporcionou uma mudança estrutural, quando 20 a 30 milhões de seres humanos, enquanto coletores, disputavam a sobrevivência com os animais. “Certas sementes evoluem de certo jeito, podem ser reproduzidas: o ser humano percebe isso, surge a primeira grande mudança. Organiza-se de outra forma. A organização social começa a domesticar a energia do sol, energia que gera as plantas. Cientificamente, o ser humano passa a entender a natureza. Passa a haver a necessidade de controle do território”, ensina.A revolução industrial, por sua vez, permitiu nova forma de organizar a vida. “A era do carvão nos aumentou em milhões de habitantes. A máquina a vapor passou a ser a força motriz da base industrial dos teares, navios, trens a vapor, ferrovias que se expandiram”, afirmou.Sauer aponta a produção de excedentes de petróleo e a disputa das classes dominantes por esse recurso produzido socialmente e apropriado de modo privado. “O que estamos discutindo hoje não é física. É política. São escolhas feitas politicamente. Não é aleatório – capitalistas querem se apropriar do lucro”, afirma. (PC) Abraços,
Comitê Operativo NacionalCorreio Eletrônico:
campanhapetroleo@gmail.comFone: 11 3104 6746 // 11 8567 2637

Texto de Michael Moore sobre a "Morte da GM nos EUA"

Enviado por Valter Pomar

Adeus, General Motors - por Michael Moore‏

Fonte: www.midiaindependente.org

Escrevo na manhã que marca o fim da toda-poderosa General Motors. Quando chegar a noite, o Presidente dos Estados Unidos terá oficializado o ato: a General Motors, como conhecemos, terá chegado ao fim.Estou sentado aqui na cidade natal da GM, em Flint, Michigan, rodeado por amigos e familiares cheios de ansiedade a respeito do futuro da GM e da cidade. 40% das casas e estabelecimentos comerciais estão abandonados por aqui. Imagine o que seria se você vivesse em uma cidade onde uma a cada duas casas estão vazias. Como você se sentiria?É com triste ironia que a empresa que inventou a “obsolescência programada” – a decisão de construir carros que se destroem em poucos anos, assim o consumidor tem que comprar outro – tenha se tornado ela mesma obsoleta. Ela se recusou a construir os carros que o público queria, com baixo consumo de combustível, confortáveis e seguros. Ah, e que não caíssem aos pedaços depois de dois anos. A GM lutou aguerridamente contra todas as formas de regulação ambiental e de segurança. Seus executivos arrogantemente ignoraram os “inferiores” carros japoneses e alemães, carros que poderiam se tornar um padrão para os compradores de automóveis. A GM ainda lutou contra o trabalho sindicalizado, demitindo milhares de empregados apenas para “melhorar” sua produtividade a curto prazo.No começo da década de 80, quando a GM estava obtendo lucros recordes, milhares de postos de trabalho foram movidos para o México e outros países, destruindo as vidas de dezenas de milhares de trabalhadores americanos. A estupidez dessa política foi que, ao eliminar a renda de tantas famílias americanas, eles eliminaram também uma parte dos compradores de carros. A História irá registrar esse momento da mesma maneira que registrou a Linha Maginot francesa, ou o envenenamento do sistema de abastecimento de água dos antigos romanos, que colocaram chumbo em seus aquedutos.Pois estamos aqui no leito de morte da General Motors. O corpo ainda não está frio e eu (ouso dizer) estou adorando. Não se trata do prazer da vingança contra uma corporação que destruiu a minha cidade natal, trazendo miséria, desestruturação familiar, debilitação física e mental, alcoolismo e dependência por drogas para as pessoas que cresceram junto comigo. Também não sinto prazer sabendo que mais de 21 mil trabalhadores da GM serão informados que eles também perderam o emprego.Mas você, eu e o resto dos EUA somos donos de uma montadora de carros! Eu sei, eu sei – quem no planeta Terra quer ser dono de uma empresa de carros? Quem entre nós quer ver 50 bilhões de dólares de impostos jogados no ralo para tentar salvar a GM? Vamos ser claros a respeito disso: a única forma de salvar a GM é matar a GM. Salvar a preciosa infra-estrutura industrial, no entanto, é outra conversa e deve ser prioridade máxima.Se permitirmos o fechamento das fábricas, perceberemos que elas poderiam ter sido responsáveis pela construção dos sistemas de energia alternativos que hoje tanto precisamos. E quando nos dermos conta que a melhor forma de nos transportarmos é sobre bondes, trens-bala e ônibus limpos, como faremos para reconstruir essa infra-estrutura se deixamos morrer toda a nossa capacidade industrial e a mão-de-obra especializada?Já que a GM será “reorganizada” pelo governo federal e pela corte de falências, aqui vai uma sugestão ao Presidente Obama, para o bem dos trabalhadores, da GM, das comunidades e da nação. 20 anos atrás eu fiz o filme “Roger & Eu”, onde tentava alertar as pessoas sobre o futuro da GM. Se as estruturas de poder e os comentaristas políticos tivessem ouvido, talvez boa parte do que está acontecendo agora pudesse ter sido evitada. Baseado nesse histórico, solicito que a seguinte ideia seja considerada:1. Assim como o Presidente Roosevelt fez depois do ataque a Pearl Harbor, o Presidente (Obama) deve dizer à nação que estamos em guerra e que devemos imediatamente converter nossas fábricas de carros em indústrias de transporte coletivo e veículos que usem energia alternativa. Em 1942, depois de alguns meses, a GM interrompeu sua produção de automóveis e adaptou suas linhas de montagem para construir aviões, tanques e metralhadoras. Esta conversão não levou muito tempo. Todos apoiaram. E os nazistas foram derrotados.Estamos agora em um tipo diferente de guerra – uma guerra que nós travamos contra o ecossistema, conduzida pelos nossos líderes corporativos. Essa guerra tem duas frentes. Uma está em Detroit. Os produtos das fábricas da GM, Ford e Chrysler constituem hoje verdadeiras armas de destruição em massa, responsáveis pelas mudanças climáticas e pelo derretimento da calota polar.As coisas que chamamos de “carros” podem ser divertidas de dirigir, mas se assemelham a adagas espetadas no coração da Mãe Natureza. Continuar a construir essas “coisas” irá levar à ruína a nossa espécie e boa parte do planeta.A outra frente desta guerra está sendo bancada pela indústria do petróleo contra você e eu. Eles estão comprometidos a extrair todo o petróleo localizado debaixo da terra. Eles sabem que estão “chupando até o caroço”. E como os madeireiros que ficaram milionários no começo do século 20, eles não estão nem aí para as futuras gerações.Os barões do petróleo não estão contando ao público o que sabem ser verdade: que temos apenas mais algumas décadas de petróleo no planeta. À medida que esse dia se aproxima, é bom estar preparado para o surgimento de pessoas dispostas a matar e serem mortas por um litro de gasolina.Agora que o Presidente Obama tem o controle da GM, deve imediatamente converter suas fábricas para novos e necessários usos.2. Não coloque mais US$30 bilhões nos cofres da GM para que ela continue a fabricar carros. Em vez disso, use este dinheiro para manter a força de trabalho empregada, assim eles poderão começar a construir os meios de transporte do século XXI.3. Anuncie que teremos trens-bala cruzando o país em cinco anos. O Japão está celebrando o 45o aniversário do seu primeiro trem bala este ano. Agora eles já têm dezenas. A velocidade média: 265km/h. Média de atrasos nos trens: 30 segundos. Eles já têm esses trens há quase 5 décadas e nós não temos sequer um! O fato de já existir tecnologia capaz de nos transportar de Nova Iorque até Los Angeles em 17 horas de trem e que esta tecnologia não tenha sido usada é algo criminoso. Vamos contratar os desempregados para construir linhas de trem por todo o país. De Chicago até Detroit em menos de 2 horas. De Miami a Washington em menos de 7 horas. Denver a Dallas em 5h30. Isso pode ser feito agora.4. Comece um programa para instalar linhas de bondes (veículos leves sobre trilhos) em todas as nossas cidades de tamanho médio. Construa esses trens nas fábricas da GM. E contrate mão-de-obra local para instalar e manter esse sistema funcionando.5. Para as pessoas nas áreas rurais não servidas pelas linhas de bonde, faça com que as fábricas da GM construam ônibus energeticamente eficientes e limpos.6. Por enquanto, algumas destas fábricas podem produzir carros híbridos ou elétricos (e suas baterias). Levará algum tempo para que as pessoas se acostumem às novas formas de se transportar, então se ainda teremos automóveis, que eles sejam melhores do que os atuais. Podemos começar a construir tudo isso nos próximos meses (não acredite em quem lhe disser que a adaptação das fábricas levará alguns anos – isso não é verdade)7. Transforme algumas das fábricas abandonadas da GM em espaços para moinhos de vento, painéis solares e outras formas de energia alternativa. Precisamos de milhares de painéis solares imediatamente. E temos mão-de-obra capacitada a construí-los.8. Dê incentivos fiscais àqueles que usem carros híbridos, ônibus ou trens. Também incentive os que convertem suas casas para usar energia alternativa.9. Para ajudar a financiar este projeto, coloque US$ 2,00 de imposto em cada galão de gasolina. Isso irá fazer com que mais e mais pessoas convertam seus carros para modelos mais econômicos ou passem a usar as novas linhas de bondes que os antigos fabricantes de automóveis irão construir.Bom, esse é um começo. Mas por favor, não salve a General Motors, já que uma versão reduzida da companhia não fará nada a não ser construir mais Chevys ou Cadillacs. Isso não é uma solução de longo prazo.Cem anos atrás, os fundadores da General Motors convenceram o mundo a desistir dos cavalos e carroças por uma nova forma de locomoção. Agora é hora de dizermos adeus ao motor a combustão. Parece que ele nos serviu bem durante algum tempo. Nós aproveitamos restaurantes drive-thru. Nós fizemos sexo no banco da frente – e no de trás também. Nós assistimos filmes em cinemas drive-in, fomos à corridas de Nascar ao redor do país e vimos o Oceano Pacífico pela primeira vez através da janela de um carro na Highway 1. E agora isso chegou ao fim. É um novo dia e um novo século. O Presidente – e os sindicatos dos trabalhadores da indústria automobilística – devem aproveitar esse momento para fazer uma bela limonada com este limão amargo e triste.Ontem, a último sobrevivente do Titanic morreu. Ela escapou da morte certa naquela noite e viveu por mais 97 anos.
Nós podemos sobreviver ao nosso Titanic em todas as “Flint – Michigans” deste país. 60% da General Motors é nossa. E eu acho que nós podemos fazer um trabalho melhor.

Saturday, June 06, 2009

CUBA LIVRE ...47 anos depois !

Enviado por Valter Pomar Fonte:Site:O Vermelho. Postado por BLOG DE UM SEM-MÍDIA

Vitória histórica de Cuba e da América Latina na OEA A OEA (Organização dos Estados Americanos) revogou após 47 anos a expulsão de Cuba. É uma vitória histórica de Cuba e da América Latina nesta quarta-feira hondurenha, 3 de junho de 2009, contra uma resistência obstinada dos Estados Unidos e sua secretária de Estado, Hillary Clinton, que se prolongou até o último instante. Expressa uma nova realidade continental e ao mesmo tempo a aprofunda, pondo na ordem do dia o fim do bloqueio americano contra a Ilha.Por Bernardo Joffily
Fidel, 82, lucidez e astúcia de guerrilheiro Hillary embarcou para Honduras dizendo que “Cuba precisa abrir-se democraticamente antes de voltar ao sistema interamericano”. "Até o último minuto exerceu pressão para que a resolução fosse aprovada com condições sobre o ordenamento político, social e econômico de Cuba", conforme reportou Rolando Segura, jornalista da Telesul na reunião da noite de terça-feira na cidade hondurenha de San Pedro Sula.Sorriso amarelo americanoA pressão não funcionou. A secretária de Estado viajou tarde da noite para o Egito (onde acompanha o presidente Barack Obama em outro abacaxi diplomático-imperial) maldizendo a impontualidade latino-americana, que não lhe permitiu ler o longo discurso que trouxera, mas sobretudo a obstinação latino-americana em reparar a injustiça cometida em 1962 sob comando dos EUA.Portanto, Hillary já não estava presente quando a ministra hondurenha anunciou o resultado do grupo ministerial de trabalho. Coube a Thomas Shannon, secretário adjunto para Assuntos do Hemisfério e representante dos EUA na OEA (e proximamente embaixador dos EUA no Brasil) jogar a toalha. "Hillary Clinton pediu-me que expressasse seu orgulho por ter participado desta assembleia da OEA e do grupo de trabalho que aprovou a resolução", disse Shannon, com um sorriso amarelo.Triunfo da unidade latino-americanaFoi uma vitória da justiça. A alegação americana, de que Cuba violaria direitos humanos, cai por terra diante da convivência da OEA com tiranias como as de Augusto Pinochet no Chile, Garrastazu Médici no Brasil e tantos outros. Aliás, se existe algum centro de violação de direitos humanos em território cubano, este é o campo de prisioneiros de Guantânamo, onde os EUA ainda hoje mantêm 240 prisioneiros da chamada "guerra ao terrorismo", submetidos a torturas que o ex-vice presidente Dick Cheney defende em público (quatro já se suicidaram, o último deles nesta quarta-feira; tinha 31 anos e enforcou-se após mais de sete anos encarcerado sem qualquer acusação), numa situação que o próprio Obama admite ser ilegal.Porém a justiça por si não explicaria a vitória, já que não conseguiu impedir que a injustiça eternizasse durante 47 anos. A decisão da 39ª Assembleia Geral da OEA em Honduras foi sobretudo uma vitória da unidade dos latino-americanos.Neste momento, dentre as 35 nações das três Américas, apenas os EUA não têm relações diplomáticas com Cuba. O último a reatá-las foi El Salvador, com a posse domingo do presidente Maurício Funes, da Frente Farabundo Martí – presenciada por Hillary em outra missão diplomática de engolir sapos latino-americanos.
A OEA de 1962 e a OEA desta quartaEra bem outra a correlação de forças na 8ª Assembleia Geral da OEA, que votou a expulsão de Cuba, 47 anos atrás (31/1/1962). Meses antes, na Conferência de Punta del Leste, o chanceler da jovem Cuba revolucionária, Ernesto Che Guevara, ousara desafiar o império dos EUA sobre a organização. Acabara de fracassar o desembarque de mercenários vindos de Miami na Baía dos Porcos, com a missão de derrubar o novo poder e matar Fidel Castro. Os EUA ordenaram a expulsão da Ilha rebelde; e a OEA, submissa, aprovou.Não sem resistência. Enquanto 14 países aprovaram a resolução, e Cuba, claro, votou contra, seis delegações se abstiveram. O Brasil do presidente João Goulart, representado pelo chanceler San Thiago Dantes, foi um deles. Os outros foram Argentina, Bolivia, Chile, Equador e México. Abster-se era o máximo de ousadia que o Tio Sam tolerava na OEA.Nesta quarta-feira, era outra a América Latina que confrontou o imperialismo norte-americano na 39ª Assembleia Geral. Tão rebelde, tão decidida, tão segura de sua nova força e tão unida, apesar das futricas sobre "três posições", que foi a vez do império se curvar. A representação dos EUA sequer pôde se abster, pois seria expor ao mundo o seu isolamento. Teve de se contentar com algumas emendas pró forma no texto aprovado, que diz:
"A resolução 6 adotada em 31 de janeiro de 1962 na 8ª reunião de consulta de ministros das Relações Exteriores, mediante a qual se excluiu o Governo de Cuba de sua participação no Sistema Interamericano, fica sem efeito na Organização dos Estados Americanos."
Uma Reflexão de Fidel
Agora, cabe apenas a Cuba decidir se retorna ou não à OEA. Caso retorne, o fará sob a mais estrondosa salva de palmas que a Organização já assistiu em 61 anos.
Cuba tem reiterado que não voltará, denunciando com razão o passado de um sistema interamericano cuja razão se ser desde o início foi impor o domínio estadunidense. Se irá ou não reconsiderar esta postura face à realidade pós-39ª Assembleia, provavelmente vai depender em primeiro lugar da batalha que passou mais do que nunca à ordem do dia: o fim dessa outra peça de museu com meio século de existência que é o bloqueio americano.
A propósito, vale ler com atenção a Reflexão de Fidel Castro escrita na terça-feira (2). Nela o velho revolucionário de 82 anos esbanja lucidez e astúcia de guerrilheiro.
A Reflexão é quase toda entre aspas. Inicia jogando duro, a começar pelo título, O Cavalo de Troia, e por uma citação de Rafael Correa, presidente do Equador: ''Eu creio que a OEA perdeu sua razão de ser, talvez nunca tenha tido razão de ser''.Em seguida, dá a palavra a seu grande amigo Hugo Chávez, da Venezuela: ''Será uma 'batalha interessante', na qual, se ficar demonstrado que a OEA 'segue sendo um ministério das colônias' que não se transforma 'para subordinar-se à vontade dos governos que a conformam'".
E por fim há uma longa reprodução do discurso do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, na própria Assembleia Geral da OEA: ''Não devemos deixar essa assembleia,queridos dignatários, sem anular o decreto da oitava reunião que sancionou um povo inteiro por ter proclamado ideias e princípios socialistas. [...] Não fazê-lo nos faz cúmplices de uma resolução de 1962 que expulsou um membro da Organização dos Estados Americanos simplesmente porque tem outras ideias, outros pensamentos, e proclama o início de uma democracia diferente. E não seremos cúmplices disto''.
Então é Fidel quem escreve: "No momento em que termino esta Reflexão, quase de noite, ainda não há notícia da decisão. Chávez conversa com Maduro e o insta a manter firmemente que não se pode aceitar qualquer resolução que condicione a revogação das sanções injustas contra Cuba. Nunca se viu tanta rebeldia. A batalha é certamente difícil. Ter conseguido isso é já, por si só, uma proeza dos mais rebeldes. Cuba não é o inimiga da paz, nem resiste ao intercâmbio ou à cooperação entre países de diferentes sistemas políticos, mas tem sido e será intransigente na defesa os seus princípios."
O que Fidel viu como "uma proeza dos mais rebeldes" ainda não incluía a resolução histórica da tarde de quarta-feira. Da posse dela, a Ilha rebelde, cujo naufrágio supostamente inevitável era vaticinado duas décadas atrás, passa a ter condições provavelmente ímpares para resolver algumas questões estratégicas. O fim do bloqueio não está por certo ao alcance da mão, mas talvez já se possa divisá-lo no horizonte. E, talvez o mais importante e o mais belo, desponta com uma contribuição decisiva de todos nós, latino-americanos.

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Friday, February 27, 2009

Do blog do Professor Edgar Nóbrega ..ASSINO EMBAIXO !

A política também é dura


No momento em que tanta polêmica negativa continua a ser espalhada no PT de São Caetano reforça-se a minha convicção de que a política é muito dura, muito seca e amarga.
Tenho procurado ao longo da minha vida reforçar a necessidade de participação das pessoas na política. Não me canso de repetir com convicção uma perspectiva que só a participação cidadã pode criar um ambiente institucional renovado possibilitando-se uma nova governança.
Entretanto quando acompanho pelos jornais as afirmações do deslumbrado e egocentrico Sr Jayme Tortorello confesso que sou capaz de reconhecer o porque tantos indivíduos não se animam para uma participação mais cotidiana na política.

Haja estomago, haja paciência. Afinal de contas em que pese que esse senhor tenha ocupado importante cargo na magistratura local, não há reconhecimento positivo de sua na nossa cidade (e isso foi indicado pelas pesquisas contratadas a época pelo candidato). Não existe reconhecimento social que esse cidadão tenha deixado uma contribuição real e concreta para um ambiente tão singular como o que se verifica na política de São Caetano.
Pois bem esse senhor com o apoio de uma porção de militantes do meu partido, alguns que tenho profundo respeito, e outros nem tanto lançaram o PT de São Caetano em uma terrível aventura.
E então o desconhecido candidato resolveu ser, acima de tudo, herdeiro de um patrimônio político que ele dizia renegar e que de maneira oportunista resolveu se apropriar.
Depois de mais de duas décadas em que éramos reconhecidos como depositários de uma reserva moral na cidade o PT foi alçado na campanha eleitoral do ano passado para uma condição de aliado inconteste de um passado ao qual não nos pertencia.
Sabemos que a política deve ser realizada para muito além dos nomes e sobrenomes, aliás, essa é uma condição essencial para a construção de um caminho o quanto possível menos personalista e mais republicano.
Movido por uma campanha cercada de “estratégias mirabolantes” esse “líder de ocasião” impulsionou um momento que descaracterizou de maneira solene a nossa história partidária. Foi a ação desse senhor como candidato a prefeito pelo PT que impediu e desestimulou a legenda a se manifestar publicamente diante de um dos mais terríveis casos de corrupção da história de nossa cidade “o caso Cressoni”. Na época o argumento sugeria que isso “arranharia” a imagem do tortorelismo.
Muitas vezes os cidadãos nos questionavam porque mantínhamos em nossos materiais de campanha o nome dessa figura tão inexpressiva e merecedora de tanta rejeição. Afinal de contas em cada folheto em cada material de nossa campanha nunca deixamos de apontar o nome dos candidatos a Prefeito e Vice.
E confesso que não foi fácil, não recebemos desse senhor nenhuma demonstração de respeito durante o processo eleitoral, não recebemos apoio e não partilhamos as opiniões que ditaram o ritmo e o rumo de uma campanha que a muitos parecia sem rumo.
Tudo o que fizemos durante a campanha foi em função do respeito pela democracia interna do PT. Todos os que me conhecem e que acompanham a minha trajetória sabem que não sou um petista de ocasião, aliás, é público que tenho dedicado os melhores momentos de minha vida para a construção desse partido.
No entanto esse infeliz depois de causar tantos aborrecimentos para inúmeros militantes históricos do PT se lança agora como uma espécie de “senhor sabe tudo” a andar pela cidade a difamar a minha reputação. É por isso que torno público um pedido sincero. Sr Jayme chega de usar a imagem do PT e do sobrenome de seu falecido irmão. Aceite o conselho de alguém que ama São Caetano e tem orgulho de participar da política. Procure ocupar o seu tempo com atividades profissionais e familiares. Não atrapalhe mais a história do PT.

Thursday, February 12, 2009

Hamilton o morto insepulto

Abaixo a matéria que enviei à coluna "Cena Política "do Jornal Diário do Grande ABC :


Prezado Bento (Se é que você existe de fato) , em sua coluna de 10/02/2009 , tristemente coincidindo com os 29 anos da fundação do meu querido PT,você noticiou a festa do ex-petista e réu confesso Hamilton Lacerda. Só não dá para engolir vc classificá-lo como um petista de maior prestígio na cidade ! Só se ele ganhou um chocolate gigante coberto com coco ralado, e eu não fiquei sabendo!
Para sua informação, me contaram que a festa foi na residência luxuosíssima dele, no Bairro Olímpico , chamada calorosamente pea vizinha de "Palácio Le Postiche"" ou o "Castelo da Mala". O vereador Professor Edgar ,nunca iria numa reunião destas,principalmente por juntar o que tem de pior num partido político na cidade, ou seja, apaniguados, contratados e súditos de um reizinho deposto e que nos expôs NACIONALMENTE ao ridículo ! Como disse o presidente LULA ...um bando de aloprados, ao que eu complemento ..uma manada de burros !



CHICÃO RIBEIRO
Francisco José de Souza Ribeiro
Membro titular do PT São Caetano do Sul e Ex-candidato a Presidência do PT SCSul em 1999,ocupando a Secretaria Geral.São Caetano do Sul (SP) - Brasil
Cel.:(11) 7243-7317